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Na última edição apresentamos um breve histórico da Fazenda Itaguaçu, localizada no município de Ouro Fino (MG), e descrevemos sobre o cultivo de café, um dos três empreendimentos que sobreviveram à experiência orgânica. Ideologia abandonada após a realização de balancetes administrativos que demonstraram tratar de um negócio nada viável economicamente. Na época, a propriedade desenvolvia o cultivar orgânico de cogumelo shiitake e paris, amora, café, cachaça, cordeiro e nelore.

Mas, com o fim do processo, apenas a cachaça e o café sobressaíram – a criação de nelore ainda é mantida na propriedade, embora exista o plano de extinguir o plantel no próximo ano, a explicação para a medida está no baixo número de animais e na lucratividade não muito interessante. Iremos agora desvendar os segredos da cachaça produzida na propriedade. Lembrando que assim como os demais setores da Fazenda Itaguaçu, toda implantação de custos, controles, negociações de exportação e campanhas de vendas são elaboradas pela empresa de consultoria Personal Support.
Um nobre produto

A Cachaça Itaguaçu surgiu ainda na primeira metade do século XX. Ao adquirir a propriedade, no ano de 1999, a Família Achatz e Armhold decidiu manter a tradição da bebida produzida artesanalmente, incorporando alta tecnologia em sua produção para atender às exigências do mercado interno e externo. O que permitiu ao produto ser reconhecido, ainda mais, por sua excelência em qualidade.

 

Foi implantado o mesmo padrão e tecnologia empregados na bidestilação de bebidas como os melhores whiskies e vodkas. Aí surgiu a Cachaça Itaguaçu Bidestilada, uma bebida sem impurezas, produzida no tradicional alambique e apurada com as mais modernas tecnologias de controle de qualidade. Uma bebida ideal para drinks, já que não interfere no sabor da cana-de-açúcar.

Hoje, a frente de um ambicioso projeto de expansão está Patrícia Pigossi, gerente de marketing e comercial da Cachaça Itaguaçu. Há quatro anos, Patrícia assumiu mais que um cargo, já que seu compromisso não foi o de apenas expandir a comercialização da bebida, mais também se fazer respeitar em meio a um mundo predominantemente masculino. Por meio de muita garra e persistência, Patrícia se fez reconhecer. Na época, não se tinha notícias de uma mulher que havia assumido cargo semelhante frente a tal produto.

“Era um mundo super-machista, mas, até por minha visão feminina, consegui identificar ações comerciais que não estavam de acordo com o projeto de expansão idealizado”, relembra. Nesse período, ela adotou uma política de preços para todos os distribuidores e decidiu não mais atender bares e restaurantes. “Não poderia dar continuidade a prática porque me tornaria concorrente do meu cliente. É preciso respeitar o seu parceiro comercial”, complementa. Essas foram as mais expressivas mudanças realizadas na busca por um maior reconhecimento da Cachaça Itaguaçu em meio a grande competitividade do mercado – são mais de três mil marcas registradas no Brasil.

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