Em 1941, o Departamento Animal do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deu início a uma das mais importantes criações brasileiras da época ao realizar uma importação de quatro garanhões e 13 éguas Árabes da França. Até a década de 60, os principais criadores brasileiros eram o Mapa, o Governo do Rio Grande do Sul e a Família Echenique que registraram juntos mais de 98% dos cavalos da raça na época. Praticamente toda a produção era dirigida para a utilização nos Regimentos de Cavalaria do Exército e para a regeneração de tropas de fazendeiros por meio de postos de monta.
A criação do cavalo Árabe no Brasil só começou a mudar em 1964, quando Aloysio de Andrade Faria importou três garanhões e seis éguas dos Estados Unidos e fundou a ABCCA. Com a criação brasileira organizada e iniciada exposições, leilões e importações, o número de animais expandiu. A nova fase foi marcada pelas grandes importações e pela difusão da raça em todo o território nacional. Chegaram ao Brasil Campeões Nacionais Americanos e Canadenses e reprodutoras de campeões, com isso a raça passou a ser criada em treze estados brasileiros.
Quase um século após o primeiro registro de um cavalo Árabe no país, a criação brasileira agora exporta animais para países da América do Sul, América do Norte, Europa, África, Oriente Médio e Austrália e é reconhecida como uma das mais importantes criações do mundo. Tem cerca de 35 mil cavalos puros registrados e 3241 haras inscritos no Stud Book. Na ABCCA o número de criadores e usuários associados gira em torno de 1400.