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MAIS PURO, MAIS NUTRITIVO

O leite é o primeiro e o principal alimento que ingerimos nos primeiros meses de vida. Após este período, é também um importante complemento na alimentação. Atualmente, existem grandes variedades de leites comercializados, preparados de diferentes maneiras. Por isso escolher o tipo certo é fundamental para a boa saúde de toda a família. No mercado brasileiro o leite mais comum é o de vaca, classificado em Tipo A, B, C, UHT e Longa Vida. E o Tipo A é o que pertence a um nível mais seguro contra a falsificação da bebida.

Pensando nisso, Agostinho Sebastião Pedrosa criou há 10 anos o Leite Quality. A idéia surgiu no dia em que o responsável por recolher o leite na propriedade, localizada no município de Gameleira de Goiás (GO), não compareceu. Na ocasião, o produtor, acompanhado de sua esposa Rosangela Gonzaga Pedrosa, precisou ir até um laticínio no município de Anápolis para entregar o leite recolhido. Lá percebeu que o mesmo seria misturado a outros de qualidade duvidosa. Daí surgiu a idéia de criar um produto de alta qualidade em todo o processo de produção e distribuição. Procurou uma cooperativa e vários produtores na região, que produziam por meio de ordenha mecânica, para propor a fabricação de um leite Tipo B. “Ninguém aceitou e por isso partimos para a produção de um leite Tipo A. Surgiu aí o Leite Quality”, relembra Pedrosa.

 

A Granja Leiteira Sol Dourado se tornou, então, a primeira e única empresa no Estado de Goiás a fabricar esta classe do produto. “Iniciamos com uma produção de 500 litros/dia. Hoje produzimos 4 mil litros/dia e nossa meta é atingir 6 mil litros/dia em breve”, informa Pedrosa. O leite produzido na propriedade é destinado ao mercado de Goiânia e Anápolis e o produtor lembra que no início foi preciso realizar um trabalho de orientação junto ao consumidor para esclarecer sobre as diferenças entre os Tipos A, B, C, UHT e Longa Vida.
Rebanho selecionado

Toda a produção do leite Quality segue um rigoroso padrão de qualidade. O primeiro passo é a escolha do rebanho, animais de primeira linhagem da raça Holandesa, mundialmente reconhecida por seu potencial para produção de leite. As primeiras matrizes foram adquiridas no Paraná, São Paulo e Argentina. Mas, a melhora do rebanho se deu no momento em que Pedrosa comprou animais do Canadá – país de grande referência na tecnologia de melhoramento da raça. A partir daí, passou a utilizar só a genética canadense.

Ele explica que “o uso de animais de primeira linhagem canadense se dá porque lá são exploradas as características de longevidade e produtividade, enquanto nos Estados Unidos, país também de grande referência na tecnologia de melhoramento do gado Holandês, a característica priorizada é a de produtividade”. Hoje, o produtor contabiliza um rebanho de 420 animais, mas ressalta que só 150 vacas estão em processo de lactação. “Espero em breve atingir a quantidade de 240 vacas em lactação para alcançar a produção almejada de 6 mil litros/dia”, complementa. Pedrosa lembra que a produtividade é resultado também da nutrição dos animais: “A base alimentar de nosso rebanho é a silagem de milho produzida na propriedade”.

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