Untitled Document
A FORÇA DAS ÁGUAS

Há tempos a humanidade se vale da força proveniente do movimento da água. Seja nos lemes de madeira e moinhos de farinha, nas rodas d’água, diques ou tantos outros dispositivos instalados nas margens de rios, a força das águas sempre foi uma aliada ao desenvolvimento das civilizações humanas.

Contudo, a história revela que é a partir do século XIX que o aproveitamento dessa forma de energia passa a se tornar sistêmico e economicamente mais interessante. O fato que marca essa mudança é a invenção de máquinas como turbinas e geradores de energia elétrica, uma vez que esses mecanismos possibilitariam o transporte de eletricidade a grandes distâncias.

Uma hidrelétrica funciona primeiramente a partir da energia potencial gravitacional contida numa represa elevada. A partir da queda, a energia potencial se converte em cinética de rotação por meio de um dispositivo denominado turbina, uma roda dotada de pás. Ao receber a água, a turbina é colocada em rápida rotação e a partir desse movimento, o gerador transforma a energia cinética da turbina em energia elétrica, concluindo o papel da usina. Renovável e rentável 15% da geração mundial de energia é realizada a partir de hidreletricidade. No Brasil, dada a geografia favorável e a grande quantidade de rios, esse índice vai a 90%, em sua maioria proveniente de usinas de grande porte.

 

“Toda geração hidrelétrica é renovável e merecedora de apoio internacional”. Com essa afirmação, representantes de 170 países que participaram do 3º Fórum Mundial da Água definiram a energia hidráulica como mecanismo sustentável, constituindo-se como importante alternativa energética à utilização de combustíveis fósseis

Nas cúpulas mundiais que discutem meio ambiente, a hidreletricidade não chegou a ser considerada fonte limpa. Isso porque apesar de não ocasionar impactos globais, no espaço em que se insere é geradora de prejuízos sócio-ambientais como a inundação de áreas habitadas, que causa deslocamentos de populações e destruição da flora e fauna. Essa alteração do meio ambiente muda ainda radicalmente a paisagem, muitas vezes destruindo belezas naturais. Também saem prejudicadas as pessoas que moram nas proximidades e têm que se mudar por causa da inundação.

As usinas com reservatórios de acumulação e as de bombeamento causam alteração não desprezível ao meio ambiente e ao ser humano, uma vez que sua construção requer o represamento das águas, e, em algumas situações, também o desvio do leito dos rios. Esse é, por exemplo, o caso da Usina Itaipu Binacional. Pertencente ao Brasil e ao Paraguai, ela é a maior usina hidrelétrica do mundo, seja em extensão ou índices de produção. Para a construção de Itaipu cerca de 40 mil pessoas tiveram que ser reassentadas, sendo desapropriados mais de 10 mil hectares. Itaipu adquiriu 8.519 propriedades, sendo 6.913 rurais e 1.606 urbanas.

Nas usinas de pequeno porte, onde se aproveita uma queda d´água natural, os impactos ambientais costumam ser ainda menores, uma vez que não há construção de represas. Em todo caso, quando comparada a formas tradicionais de exploração energética, levando-se em conta aspectos ambientais e econômicos, a hidráulica, de pequeno ou grande porte, se apresenta como uma das melhores opções de geração de energia na atualidade.
De acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) do Ministério de Minas e Energia (MME), o sistema brasileiro é hidrotérmico, ou seja, quando os níveis dos reservatórios baixam, as térmicas são utilizadas para geração de energia. “O objetivo do país é diversificar cada vez mais a matriz elétrica.

Por isso, temos agregado fontes diferentes. Estamos agregando cada vez mais energia eólica, solar, Pequenas Centrais Hidrelétricas, entre outras. As perspectivas são de aumento na geração por fontes renováveis e a continuação da utilização de hidrelétricas, que é nossa principal vocação”, informou a assessoria técnica do CMSE.

Untitled Document
Copyright 2008/2009 - Todos os Direitos Reservados
A REVISTA | CONTATO | EVENTOS | FOTOS | RECEITAS ESPECIAIS