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A visita do presidente russo, Dimitri Medvedev, ao Brasil, na próxima semana, será importante para a redefinição das cotas de exportações brasileiras de carne suína e de frango para a Rússia. A opinião é do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto, que se reuniu nesta quinta-feira (20/11) com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz.

O deputado considera “preocupante” a decisão do governo russo de reduzir as cotas de importação em 500 mil toneladas por ano de frango e suínos. Ele argumenta, no entanto, que o Brasil tem reduzido a dependência em relação ao mercado russo nos últimos anos.

“Sabemos que a Rússia é um mercado oscilante. Por isso o Brasil passou a buscar outros destinos para aves e suínos. Santa Catarina e o Brasil precisam que as relações comerciais com a Rússia se fortaleçam e acredito que grande parte destas exportações continuará sendo escoada pelos portos catarinenses”, salientou.

Durante reunião da Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Cientifica e Tecnológica (5a CIC), realizada semana passada em Brasília, representantes da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína e da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos.
 

sugeriram que seja adotado o princípio de Nação Mais Favorecida, previsto nas normas de comércio internacional, o que terminaria com a discriminação. Com adoção deste princípio acabam os privilégios hoje vigentes para exportadores como Estados Unidos e União Européia, que detêm a maior parte do fornecimento ao mercado russo. E as cotas seriam disputadas igualmente por todos os países, com base na melhor oferta.

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