Uma das maiores culturas agrícolas do país, a soja merece cuidado em todo seu ciclo.
Para minimizar perdas e ter bons resultados, o cuidado na pré-colheita deve ser intensificado

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Os meses que antecedem a colheita da soja constitui importante etapa no processo produtivo da oleaginosa. Nesse período as colhedoras são preparadas e reguladas, a lavoura é analisa da para identificar alguma doença ou praga e a equipe de trabalhadores é treinada. Tudo com o objetivo de obter uma boa colheita, prezando pela qualidade e o mínimo número de perdas de grãos.

Condição da lavoura
Um dos principais fatores que interfere na qualidade da colheita é o estado da plantação. Segundo o pesquisador e engenheiro agrônomo da Embrapa Soja, José Miguel, uma lavoura livre de plantas daninhas e doenças e com umidade adequada é passível de sucesso na colheita, pois esses são dois dos pontos a serem observados na plantação para um bom resultado. Um problema que está no início do cultivo e que pode atrapalhar é o mau preparo do solo – solo mal preparado pode causar perdas na hora de colher a cultura em decorrência dos desníveis no terreno, que provocam oscilações na barra de corte da máquina, fazendo com que ocorra corte em altura desigual e muitas vagens sejam cortadas ao meio e outras sequer colhidas. 

 

Outro fator que pode atrapalhar, segundo estudos da Embrapa Soja, é a semeadura em época pouco indicada, que pode acarretar baixa estatura das plantas e baixa inserção das primeiras vagens. Além disso, o espaçamento e/ou a densidade de semeadura inadequados podem reduzir o tamanho ou aumentar o acamamento, o que, consequentemente, fará com que ocorra maior perda. O clima também pode interferir, ainda de acordo com a Embrapa Soja, a oleaginosa quando colhida com teor de umidade entre 13% e 15% tem minimizados os problemas de danos mecânicos e perdas na colheita.

Já as sementes colhidas com teor de umidade superior a 15% estão sujeitas a danos mecânicos e, quando colhidas com teor abaixo de 12%, à quebra. José Miguel diz que, em 2010, houve áreas de plantação no Brasil que não puderam ser colhidas devido à umidade e chuvas. Nery Ribas, gerente técnico da Aprosoja, diz que com alta umidade muito mais grãos são perdidos na colheita, pois a máquina não consegue debulhar a vagem, jogando-a para fora, causando grandes perdas.


 

 

 

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