Confirmados os primeiros focos de ferrugem asiática da oleaginosa.
Agricultores intensificam cuidados contra a doença
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Em Cristalina (GO), lavouras de soja estão sob vigilância contra a doença. A preocupação aumentou depois que a Embrapa Soja, que coordena o Consórcio Nacional Antiferrugem, identificou no município o primeiro foco de ferrugem asiática em área comercial, na fase de desenvolvimento vegetativo. O fungo foi detectado nas folhagens da planta por agrônomos do CTPA (Centro Tecnológico para Pesquisas Agropecuárias).

O Paraná, por sua vez, registrou o primeiro foco em soja voluntária no município de Nova Aurora. Apesar de a ferrugem ter surgido em plantas que nasceram de grãos que germinaram espontaneamente (sem ter sido plantados), a presença do fungo causador da doença no Estado preocupa os produtores e exige reforço na vigilância das lavouras. O agrônomo da Cooperativa Coopacol, Fernando Fávero, relatou que as plantas atacadas estavam na fase de enchimento de grãos.


Monitoramento
A ferrugem asiática é transmitida pelo parasita Phakopsora pachyrhizi. Ele atinge principalmente a cultura da soja, causando a queda na produtividade ou até a perca total da lavoura. O engenheiro agrônomo e gerente de Marketing para a Linha de Soja da Dow AgroSciences, Andre Arnone, informa que sua propagação ocorre pela presença em restos culturais, plantas hospedeiras (soja tiguera ou guaxa), sendo o vento o principal agente disseminador da doença. E alerta quanto à ocorrência de chuvas antecipadas, que aceleram o aparecimento do fungo.

Para Cláudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja, os produtores precisam intensificar o monitoramento das lavouras para realizar o controle da doença no momento adequado. E diz: "a floração da lavoura é uma época em que as linhas de soja se fecham e fica mais favorável para que a infecção se inicie nas folhas de baixo das plantas, em função do sombreamento e da maior umidade".

Andre explica como o produtor deve agir caso haja suspeita de foco da doença na lavoura: deverá realizar as coletas das folhas suspeitas (principalmente do terço inferior da planta) e colocá-las dentro de um saco plástico com um algodão umedecido, e enviar em seguida estas amostras para laboratório de análises fitopatológicas. Estes profissionais irão analisar as folhas com microscópio e poderão identificar, ou não, a presença do fungo. 



 

 

 

 

 

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