Ao chegar na sala da maquete gigante instalada do Ecomuseu de Itaipu, reaberto esta semana para convidados, o agricultor Aleixo Müller logo identificou a localização de sua terra em Santa Terezinha de Itaipu. “Meu sítio está aqui, olha, debaixo da letra D [da placa do Corredor da Biodiversidade]”, contou. “A escala é grande, minha terra está 25 mil vezes menor, mas eu até consigo ver meus tanques de peixe”, completou o agricultor, apontando para um pedacinho do modelo de 76 metros quadrados.
Como Müller, a maioria do público que passou pelo museu foi formado por proprietários de terra e moradores da Bacia do Paraná 3, região de abrangência dos programas socioambientais de Itaipu. Entre os mais de 150 convidados que compareceram ao local, 90 deles formavam o grupo de pessoas que aparecem nos vídeos exibidos nas telas da sala da maquete.
Proprietário rural desde 1950, Setílio Antonio Mezzomo, de Toledo, se emocionou ao localizar sua propriedade na maquete e ao ver seu relato exibido no vídeo. “Estou muito feliz ao participar desta iniciativa porque o trabalho de Itaipu melhorou muito a limpeza dos nossos rios”, disse.